
SÃO PAULO - Atualmente, 37% do consumo de azeites no País (32 mil toneladas por ano) referem-se aos do tipo extra-virgem, que chegam a custar até o dobro do preço dos comuns, por conta da qualidade superior.E, para testar os produtos e verificar se os consumidores não estão sendo lesados, a Associação Brasileira de Defesa do Consumidor (Pro Teste) analisou 20 marcas - Borges, Great Value, Carrefour, Sendas, Salada Especial, Andorinha, Delícia, Musa, Minerva, La Violetera, Pão de Açúcar, Carbonell, Serrata Selecção, La Española, Gallo, Arisco, Vilaflor, La Pastina, Andaluzia e Cocinero.10% de irregularidadesConforme apurou a Pro Teste, dois azeites (10% do total) não eram extra-virgens, uma vez que foram encontrados outros tipos de óleo adicionados, como os de soja, algodão e até mesmo azeite inferior, possivelmente o refinado.Segundo a entidade, é muito importante para o consumidor ter certeza de que está adquirindo um produto sem fraude, já que não é justo pagar por um azeite extra-virgem e receber algo que está longe de ser o esperado.E como é difícil para o cliente detectar uma fraude, fica fácil para os fabricantes adicionar outros óleos vegetais no lugar do azeite extra virgem e vendê-los pelo mesmo preço que um azeite de alta qualidade.PreçosAinda de acordo com o levantamento, caso o consumidor pesquise bem, pode levar dois azeites de uma mesma marca pelo preço que pagaria por um único de outro fabricante. Dependendo da escolha, é possível até comprar 3 pelo preço de um e ainda ficar com troco.Além disso, a Associação constatou que qualidade pode vir com bons preços: o azeite melhor avaliado em todas as categorias custava bem menos que diversas outras marcas que ficaram abaixo na classificação final.Informações insuficientesAo avaliar os rótulos dos produtos, a Pro Teste verificou diversas omissões. Para começar, muitas marcas não informavam a data de fabricação, que, apesar de não ser obrigatória, é considerada importante para o consumidor poder escolher o produto mais recente.Outros não continham o número do Serviço de Atendimento ao Consumidor (SAC) ou indicações para conservação. Um erro não grave, mas que vale ser destacado, é que algumas marcas informaram os valores diários referentes a 2.500 kcal e quantidade por porção de 15 ml, enquanto o certo seria 2.000 kcal e 13 ml.Um dos azeites analisados apresentou uma rotulagem que não vem fixa ao produto: na hora de utilizá-lo, a etiqueta ficava balançando. Em outros casos, alguns dados, como lote e data de validade, não eram legíveis

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